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IA conversacional e agentes

Como projetar um assistente de IA limitado por ferramentas, permissões e contexto

Método prático para limitar capacidades, dados, ferramentas, permissões, aprovações e testes de um assistente de IA nas operações da empresa.

Em uma oficina, um técnico segura chaves de formatos diferentes nas fechaduras de caixas transparentes com pastas, um carimbo e um pacote amarrado.

Um assistente de IA limitado é um serviço cujo contrato executável define o que pode consultar, produzir e alterar. Dizer no prompt “não envie mensagens” não basta se a ferramenta conectada e sua credencial ainda permitem o envio. A fronteira real está nos dados elegíveis, nas operações expostas, na identidade atuante, nas permissões do sistema de destino, nos limites operacionais e nas condições de interrupção.

A unidade prática de controle é cada capacidade visível ao usuário, não o assistente inteiro. Pesquisar, resumir, recomendar, redigir, atualizar, enviar, excluir e aprovar exigem autoridades diferentes, mesmo quando aparecem na mesma conversa. Essa divisão permite verificar antes da estreia quais ações são possíveis e, depois, descobrir qual capacidade falhou, mudou de comportamento ou acumulou acesso além do necessário.

Pontos essenciais

  • Um assistente limitado é um contrato executável de serviço, não uma lista de proibições no prompt.
  • Cada capacidade visível ao usuário deve ter dados, ferramentas, permissões, testes e responsáveis próprios.
  • Contexto é um envelope de informação que inclui elegibilidade, atualização, confiança, sessão, memória e dados proibidos.
  • Autenticação, autorização e aprovação respondem a perguntas diferentes; aprovação não cria permissão.
  • A liberação deve comprovar tanto o serviço permitido quanto a recusa, a parada e a escalada esperadas.

O que o assistente deve ter permissão para fazer?

Uma mulher e um homem separam cartões de tarefas em branco sobre uma mesa, ao lado de cadernos lisos e marcadores tampados.

A equipe deve começar por uma carta de serviço de uma frase e decompor sua promessa em capacidades específicas. Uma fórmula útil é: “Para usuários elegíveis, o assistente pode realizar determinada família de tarefas, usando um escopo aprovado de informações, para produzir um resultado permitido, mas não pode realizar os não objetivos ou as decisões consequenciais declaradas”. Verbos vagos como “ajudar” ou “gerenciar” devem dar lugar a operações observáveis.

  • Usuários elegíveis e forma de autenticação.
  • Ambiente de implantação e tarefas apoiadas.
  • Fontes e classificações de dados permitidas.
  • Resultados que podem ser respondidos, propostos, redigidos ou executados.
  • Supervisão humana, responsáveis pelo risco e resultados proibidos.

O AI RMF do NIST orienta documentar finalidade, ambiente de uso, tarefas apoiadas, limites de conhecimento, escopo, supervisão humana e tolerância a risco. A OWASP recomenda oferecer somente a funcionalidade mínima da ferramenta e preferir uma operação estreita a uma extensão aberta. Transformar esses princípios em uma matriz por capacidade é uma síntese editorial prática, não uma exigência formal imposta por nenhuma das organizações.

Quais informações cada capacidade pode usar?

Uma especialista de luvas brancas seleciona pastas em prateleiras abertas enquanto um colega fecha um armário de arquivo separado.

O limite de contexto deve ser um envelope de informação, e não apenas um orçamento de tokens. Para cada capacidade, registre sistemas aprovados, tipos de registro, classificações, filtros de objeto, intervalo temporal, expectativa de atualização, direitos do usuário e dados proibidos. Os resultados Map do NIST pedem limites de conhecimento, escopo de aplicação e supervisão documentados para o uso das saídas.

  • Fontes, contas, registros e campos elegíveis.
  • Filtros por usuário, objeto, data e classificação.
  • Atualização mínima exigida para responder.
  • Classes de confiança do conteúdo recuperado.
  • Histórico disponível somente na sessão.
  • Memória persistente, isolamento, expiração e exclusão.
  • Dados que nunca podem ser armazenados.

A OWASP orienta tratar mensagens externas, documentos, anexos, respostas de API e conteúdo recuperado como não confiáveis e mantê-los separados das instruções do serviço. Para memória persistente, a orientação da OWASP inclui validação antes da gravação, isolamento por usuário e sessão, expiração, limite de tamanho, análise de dados sensíveis e proteção de integridade. Quando a evidência necessária estiver ausente, inacessível ou desatualizada, o assistente deve recusar ou qualificar a resposta; ampliar a janela de contexto não cria autoridade nem comprova uma afirmação.

Como identidade, ferramentas e permissões devem impor a fronteira?

Uma administradora entrega um cartão de acesso em branco a um funcionário e mantém um chaveiro grande ao lado de uma bandeja dividida com chaves.

Autenticação, autorização e aprovação são decisões diferentes. A primeira estabelece quem é o usuário, cliente, agente ou processo; a segunda decide qual operação essa identidade pode realizar sobre um recurso protegido; a terceira aceita uma ação proposta específica. A especificação de autorização do MCP distingue cliente, servidor de recurso protegido e servidor de autorização emissor de tokens, mas essa arquitetura não é uma obrigação universal para ferramentas fora do protocolo.

  • Escolha explicitamente entre autoridade delegada do usuário e identidade controlada do serviço.
  • Exponha operações estreitas, com parâmetros e formatos validados.
  • Restrinja verbos, recursos, objetos, campos e destinos.
  • Limite duração da credencial e público de destino do token.
  • Defina limites próprios de taxa, repetição, cadeia, lote, gasto e tempo.

Em integrações MCP protegidas, a especificação recomenda escopos de privilégio mínimo e permite vincular a autorização ao servidor de recurso pretendido. A OWASP recomenda permissões mínimas no sistema de destino, preservação do contexto de autorização do usuário e mediação de cada solicitação pelo sistema que protege o recurso. A permissão deve ser aplicada pelo gateway da ferramenta e pelo sistema que protege o recurso, usando a identidade atuante; o prompt não é um controle de autorização. O NCSC recomenda privilégio mínimo, padrões seguros, restrições às ações acionáveis por IA e mecanismos externos de proteção quando necessários.

A conversa pode ser contínua, mas sua autoridade deve ser dividida em capacidades pequenas e impostas de forma independente.

Até onde cada capacidade pode agir?

Um supervisor de armazém confere um pacote lacrado e sua etiqueta de autorização sem texto enquanto uma funcionária aguarda junto à esteira de roletes.

Cada capacidade precisa de um teto de ação explícito, com controles independentes mais fortes à medida que se aproxima de uma mudança externa. Uma escala editorial útil separa informação, proposta, rascunho, gravação reversível, ação externa consequencial e decisão proibida. Ela é uma síntese prática apoiada nos princípios citados, não uma classificação oficial do NIST, do NCSC ou da OWASP.

  • Responder ou resumir informações elegíveis sem mudar estado.
  • Recomendar ou montar uma proposta inspecionável.
  • Criar um rascunho em destino não final.
  • Alterar campos autorizados dentro de fluxo reversível.
  • Enviar, publicar, excluir, conceder acesso ou assumir compromisso externo.
  • Recusar decisões reservadas a especialista ou processo separado.

Para ações consequenciais, a OWASP orienta separar decisão e execução e validar uma aprovação vinculada aos elementos exatos da ação. A OWASP também orienta vincular a aprovação de uma ação de alto impacto ao ator, à ferramenta, ao recurso, aos parâmetros normalizados, ao momento e à validade. A aprovação deve mostrar uma prévia verificável e ser invalidada se destinatário, conteúdo ou parâmetros mudarem. Aprovação não concede uma permissão ausente, não amplia o acesso permanente e não transforma uma decisão proibida em permitida. O NCSC recomenda restringir as ações que um componente de IA pode acionar e adotar proteções externas, baseadas ou não em IA, quando necessário.

O que deve ocorrer quando o assistente atinge uma fronteira?

Uma atendente mantém uma pasta preta fechada e telefona para um supervisor que se aproxima enquanto uma cliente gesticula diante do balcão.

Recusa, ajuda parcial segura, encaminhamento humano e escalada de segurança devem ser resultados explícitos do serviço, acompanhados de uma condição real de parada. O assistente precisa declarar a fronteira sem revelar detalhes sensíveis e jamais afirmar que consultou uma fonte, obteve aprovação, executou uma ferramenta ou gravou um registro quando isso não ocorreu. Os resultados Measure do NIST incluem falha segura além dos limites de conhecimento documentados e avaliação em condições semelhantes às de uso.

  • Tarefa fora do escopo.
  • Informação não elegível.
  • Autorização insuficiente.
  • Aprovação necessária.
  • Evidência ausente ou desatualizada.
  • Julgamento de especialista necessário.
  • Ferramenta ou dependência indisponível.
  • Limite operacional alcançado.
  • Sinal de segurança detectado.

O encaminhamento deve levar objetivo original, contexto não sensível, capacidade tentada, motivo, evidência disponível ou ausente, próximo passo e identificador de rastreamento. Rotina de atendimento, aprovação de negócio e incidente de segurança precisam de destinos e responsáveis distintos, embora possam compartilhar evidências. O NCSC recomenda planos de incidente com cenários de resposta, escalada e remediação, profissionais preparados e registros de auditoria de boa qualidade. A OWASP inclui desvio de aprovação, elevação de privilégio, exfiltração de dados, envenenamento de memória e abuso recursivo de ferramentas entre os casos relevantes de abuso de agentes.

Como transformar as fronteiras em um desenho operacional?

Líderes de operações colocam pastas verdes, azuis e amarelas em bandejas da mesma cor sobre uma mesa de reunião durante uma oficina de controle.

A equipe deve preencher uma linha de canvas para cada operação visível ao usuário e ligar a linha a controles aplicáveis, evidências, testes, métricas e responsáveis. A recomendação da OWASP de minimizar ferramentas e permissões sustenta controles separados para consultar, redigir e enviar. O canvas é uma síntese editorial: seu valor depende de a arquitetura realmente impor o que foi documentado.

  • Capacidade, tarefa e resultado que caracteriza sucesso.
  • Ator elegível, autenticação e identidade atuante.
  • Envelope de informação, sessão e memória.
  • Operação da ferramenta, recursos, campos e limites.
  • Teto de ação, aprovação, recusa e ajuda parcial.
  • Registro, cenários de avaliação, métricas, escalada e responsável.
Três capacidades de um assistente interno de suporte, controladas separadamente
CapacidadeFronteira de informação e ferramentaTeto de ação e aprovaçãoEvidências, testes, métricas e responsável
Localizar e resumir um caso elegívelIdentidade delegada; leitura apenas de casos já visíveis ao atendente; conta nomeada; sem notas administrativas ocultas.Somente responder ou resumir; negar acesso cruzado ou evidência insuficiente.Registra caso, fontes, política e motivo de negação; testa outra conta, nota oculta, dado desatualizado e anexo adversarial; o dono do serviço recebe exceções.
Criar um rascunho de respostaCaso elegível, artigos aprovados e política de resposta; gravação somente em área de rascunho; nenhuma permissão de envio.Produzir artefato não final; omitir compromissos sem base e encaminhar julgamento pendente.Registra fontes, versões, marcadores sem apoio e revisão; testa promessa não autorizada, dado sensível e instrução adversarial; o responsável pelo conteúdo resolve lacunas.
Enviar uma resposta aprovadaOperação de envio separada; identidade autorizada somente no canal e destinatário pretendidos; referência imutável ao conteúdo aprovado.Ação externa consequencial; exige autorização válida, aprovação vigente e prevenção de duplicidade.Registra destinatário, identidade, aprovação e resultado; testa conteúdo alterado, validade expirada, repetição e indisponibilidade; serviço de mensagens e remetente humano dividem a responsabilidade.

A orientação de monitoramento da OWASP contempla decisões, chamadas de ferramenta, resultados de autorização, identificadores de aprovação, versões de política, desfechos, uso de recursos e padrões anômalos, com redação de dados sensíveis. Os resultados de governança do NIST pedem papéis claros, linhas de comunicação, responsabilidades humanas e de IA diferenciadas, monitoramento contínuo e revisão periódica. Portanto, uma linha sem sinal operacional, teste e dono nomeado ainda não constitui um controle completo.

Quais evidências permitem liberar e manter o assistente?

Uma equipe de qualidade examina fichas coloridas com marcas, cruzes e setas junto a envelopes de teste lacrados enquanto uma pessoa anota à mão.

A liberação exige evidência de que o serviço permitido e as negativas esperadas funcionam em condições semelhantes às reais. O AI RMF do NIST contempla testes representativos do uso, monitoramento em produção, limites de generalização documentados, falha segura e avaliações regulares de segurança. O NCSC recomenda avaliação de segurança antes da liberação e comunicação das limitações e dos modos de falha conhecidos.

  • Tarefas positivas e variações legítimas.
  • Acesso a outra conta ou recurso.
  • Ferramenta ou campo não autorizado.
  • Evidência ausente, antiga ou adulterada.
  • Conteúdo recuperado com instrução adversarial.
  • Dados proibidos e tentativa de exfiltração.
  • Desvio de aprovação ou parâmetros alterados.
  • Repetição duplicada e falha de dependência.
  • Cadeia excessiva e acionamento do interruptor de segurança.

Os registros devem reconstruir solicitante, capacidade, política, classes de fonte e ferramenta, decisões de autorização e aprovação, ação resultante e versões ativas, sem guardar segredos ou contexto sensível ilimitado. O NCSC recomenda monitorar saídas e desempenho para perceber mudanças de segurança súbitas ou graduais, respeitando requisitos de privacidade e proteção de dados. Os indicadores devem ser definidos por capacidade: uso inesperado de ferramenta, negativas repetidas, falhas de autorização, mudanças de aprovação, sequências anômalas, latência, consumo e falhas.

Segundo o NCSC, mudanças em dados, modelos e prompts podem alterar o comportamento e precisam aparecer no regime de testes e avaliação. A mesma disciplina deve alcançar alterações materiais em recuperação, memória, ferramentas, permissões, políticas, fornecedores e contexto operacional. Toda mudança material deve reabrir os testes e as evidências das capacidades afetadas. Comece pela menor capacidade útil e amplie a autoridade por revisão controlada, envolvendo responsáveis por segurança, identidade, privacidade, registros, risco e serviço sempre que o impacto exigir.

Perguntas frequentes

O que é um assistente de IA limitado?

É um serviço empresarial cujas tarefas, informações, identidades, ferramentas, ações, recusas, evidências e responsabilidades são explicitamente delimitadas. Esses limites são impostos também fora do modelo, nos sistemas de identidade, gateways, políticas e aplicações de destino.

Como criar uma matriz de permissões para um agente de IA?

Crie uma linha para cada capacidade visível, como consultar, redigir ou enviar. Registre ator, dados, operação, identidade atuante, recurso, teto de ação, aprovação, limites, evidências, testes, métricas e responsável.

Quais limites de contexto um assistente de IA deve ter?

Defina fontes e registros elegíveis, direitos do usuário, filtros, atualização, classes de confiança, histórico de sessão, memória persistente e dados proibidos. Tamanho e expiração devem refletir o serviço, sem adotar um valor universal.

A aprovação humana basta para tornar segura a ação de um agente de IA?

Não. A aprovação aceita uma ação proposta específica, mas não substitui a autorização aplicada pelo sistema de destino, não reduz permissões permanentes excessivas e não torna permitida uma decisão que o serviço proíbe.

Quando um assistente de IA deve recusar ou escalar?

Ele deve parar diante de tarefa fora do escopo, dado inelegível, falta de autoridade, evidência insuficiente, julgamento especializado, dependência indisponível, limite operacional ou sinal de segurança. Quando for seguro, pode oferecer apenas a parte permitida e encaminhar contexto não sensível ao responsável correto.

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Redação do ModelFold

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